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Deputado cobra mobiliza��o por refinaria

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FERNANDO ARAÚJO Por iniciativa do deputado federal João Caldas (PL), Alagoas entrou na briga pela nova refinaria de petróleo que a Petrobras pretende construir no Nordeste, com capacidade para processar 190 mil barris diários de petróleo procedentes da Venezuela e dos campos nordestinos. Mas segundo o parlamentar, a bancada alagoana na Câmara Federal não tem demonstrado interesse em lutar por este projeto que representa investimento de U$ 1,5 bilhão e está sendo disputado por Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, além do Rio de Janeiro e Espírito Santo. ?Mesmo chegando atrasado na disputa, temos todas as condições para pleitear esse empreendimento e lutar em pé de igualdade com os demais Estados nordestinos??, disse o deputado João Caldas, ao criticar, também, a falta de iniciativa do governo estadual. ??Ao invés de andar por aí lançando livro que ninguém lê, seria mais proveitoso gastar esse tempo promovendo as potencialidades de Alagoas para se credenciar a receber a refinaria??, alfinetou Caldas, referindo-se ao fato de o governador Ronaldo Lessa estar lançando seu livro pelas capitais do Nordeste. Para incluir Alagoas na disputa pela nova refinaria da Petrobras , o parlamentar enviou ofício à ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, reforçando estudos técnicos que indicam a viabilidade de uma indústria de refino de derivados de petróleo no Nordeste, que atenderia também às necessidades da região Norte do país. ?Estudos da Petrobras realizados, em 1995, demonstram a necessidade de uma refinaria de petróleo no Nordeste, que tem ampliado substancialmente sua condição de mercado fortemente importador de derivados de petróleo??, lembra o parlamentar alagoano. Ao inscrever Alagoas na disputa desse investimento, João Caldas destaca sua localização estratégica em relação ao Nordeste e ao Brasil, no que diz respeito à recepção do petróleo para refino, quanto no que se refere às distâncias médias de transporte de derivados para os mercados consumidores da região. As condições portuárias e a existência de rede de oleoduto ligando os campos de produção de São Miguel ao porto de Maceió também foram citados pelo deputado como essenciais à viabilidade do projeto. Lembrou também o fato de Alagoas abrigar em seu subsolo uma das maiores reservas de gás natural do País e que pode ser usado como insumo ou para suprimento de combustível para a refinaria, contando, inclusive, com uma rede de gasodutos interligando vários Estados. Outro fator que reforça a infra-estrutura exigida por um investimento desse porte é a condição de Alagoas de grande produtor de álcool anidro, indispensável à formulação da gasolina C, além da existência de um pólo cloroquímico implantado a 10 km de Maceió. No quesito tecnologia, João Caldas destaca o Centro Federal de Educação Tecnológica ? Cefet, que contribuirá significativamente para a formação, qualificação e certificação de mão-de-obra necessária à indústria do petróleo e derivados. Mas o deputado alerta que toda essa infra-estrutura favorável não garante, por si, a vinda da refinaria para Alagoas. ?Para que isto seja possível, torna-se imperioso a instituição de um grande movimento suprapartidário de mobilização de toda a sociedade alagoana com participação do governo estadual, bancada federal, Assembléia Legislativa, prefeituras e câmaras de vereadores, representantes dos demais poderes constituídos e de entidades de classe??, destaca.

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