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Economia

Crise econ�mica agrava situa��o da agroind�stria

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Ao ser questionado sobre o que tinha dado errado no setor que há 500 anos fomenta e sustenta a economia de Alagoas, e na era moderna foi responsável pela segunda maior produção de açúcar e álcool do País, o presidente da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana), Edgar Antunes Filho, responsabilizou dois longos períodos de estiagem e as sucessivas crises políticas de Brasília. ?Há quatro anos, quando os fornecedores de cana e os usineiros se recuperavam de uma longa estiagem, começou a enorme crise política nacional que se arrasta e desfavorece todos os setores produtivos, principalmente os da zona rural. Tanto que os usineiros não conseguiram mais pagar os fornecedores de cana?, disse Edgar, ao lembrar o débito dos usineiros, que passou de R$ 1 bilhão e está sendo pago pelas indústrias. Os fornecedores ficaram três safras sem receber nada. Isso gerou caos, agravado pelas condições climáticas. Descapitalizados, os fazendeiros não conseguiram manter o nível de emprego, não fizeram a renovação do plantio, reduziram drasticamente o fornecimento de matéria-prima. A produção de cana caiu de 32 milhões de toneladas para 27 milhões, depois 22 milhões, 18 milhões e, na última safra, chegou a 16 milhões de toneladas. ?Esta é a pior safra dos tempos modernos no setor?. Os fornecedores têm avaliação ainda mais pessimista. ?Passamos por outra seca mais severa que aquela de 2012/13. A estiagem que acabou com as chuvas de maio foi a pior dos últimos 100 anos. Perdemos mais de 30% da ?socagem? de cana dos fornecedores e das usinas?. A cana de socaria é aquela que o fornecedor corta e ela brota novamente para a próxima safra. Como não houve chuva e nem água suficiente de irrigação, o canavial ficou dizimado. ?A expectativa é que deveremos ter nova redução na produção de matéria-prima. Deveremos chegar a 15 milhões de toneladas nesta safra?. Edgar Filho observa que ainda é muito cedo para definir quantas usinas funcionarão na próxima safra. No entanto, acredita que a produção de cana será suficiente para 14 ou 15 indústrias. Entre as indústrias que devem operar na próxima safra, nove usinas são ligadas à Cooperativa dos Usineiros, e estas atravessam sérias dificuldades financeiras.

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