Economia
Governo federal sinaliza para cr�dito internacional
Ainda na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, o governo federal avalizou o empréstimo com banco suíço e outras instituições financeiras da Ásia superior a R$ 1 bilhão para os usineiros pagarem dívidas com instituições financeiras e fornecedores. O dinheiro ficou disponível e ninguém efetivou a operação. Agora, os industriais admitem pegar empréstimo menor, de U$$ 150 milhões (algo em torno de R$ 500 milhões). Ao sair em defesa dos usineiros, o presidente da Asplana, Edgar Filho, explicou que a situação das usinas é muito difícil. ?Eles [os usineiros] tinham dívidas com os fornecedores superior a R$ 250 milhões. Nas últimas safras, o preço do açúcar teve uma recuperação no mercado interno e externo, daí começaram a pagar os débito. Alguns liquidaram. Mas nem todos. O empréstimo internacional não sai por diversos fatores, um deles é o aumento das taxas de juros. Isso fez boa parte dos empresários desistir da operação?, explica Edgar Filho. Por outro lado, nem todos os usineiros querem pegar o empréstimo por causa da instabilidade no cenário político nacional, cheio de incerteza na gestão da política econômica do governo brasileiro. ?Os bancos estrangeiros também dificultam a liberação do dinheiro por conta das mudanças do governo federal e da instabilidade?, lamenta.