Economia
Sefaz diz que n�o descarta imposto sem contrapartida
O secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro, não fecha as portas para esse tipo de negociação. Mantém o diálogo aberto e demonstra a disposição do Estado em negociar. Contudo, lembra que 90% da produção alagoana não é tributada porque se destina ao mercado externo. ?O que fica aqui é muito pouco. O governo não pode fazer renúncia fiscal sem contrapartida. Mesmo assim, o governo aceita conversar com o setor?, sustenta o secretário da Fazenda. Pedro Robério observou que essa é uma discussão antiga. Assegurou que o setor vem conversando com os governos de Alagoas e atualmente tem encontrado facilidade para debater a questão com o secretário George Santoro. ?Ele é um profundo conhecedor do assunto e viveu situação semelhante no Rio de Janeiro. O diálogo está realmente aberto. Precisamos encontrar a equação adequada, em que não haja perda fiscal para o Estado, e, de outro lado, a renúncia tem que estar justificada com compensação?. Ao ser questionado qual seria a compensação, o líder dos usineiros afirmou: ?A compensação é a manutenção dos empregos e da renda circulante que o Estado vai desfrutar?. Pedro Robério avalia que, com a tributação próxima a zero, o setor vai depender menos do mercado externo e passará a disputar mais o mercado interno. ?A gente observa que em cada município onde uma usina deixa de operar por dificuldade, nada econômico entra. Só o crime, a desolação e o desemprego prosperam, e a crise é amenizada pelos programas sociais. Nesse sentido, estamos conversando com o governo de Alagoas para ver que política pública pode ser aplicada para o conceito que não seja nem tanto do aspecto fiscal puro e simples, nem tanto a renúncia exacerbada para o setor empresarial?, reconhece.