Economia
Usinas perderam espa�o no PIB
O setor sucroenergético representava um terço do PIB (Produto Interno Bruto, que é a soma da riqueza do Estado). Perdeu essa importância, reconhece o presidente do Sindaçúcar, Pedro Robério, ao admitir que esse espaço está sendo ocupado pelos setores de serviços, telefonia, atacadista e varejista. No entanto, ele observa que ?o setor não perdeu espaço na circulação de renda e nos empregos gerados?. Pedro Robério lembra que mais de 60% dos 102 municípios do Estado dependem ou têm o setor como uma fonte de renda importante. Nos 38 mil quilômetros quadros do território alagoano, uma parte do Agreste e todo o Sertão estão fora da zona canavieira. As melhores áreas mantêm a monocultura. A cana-de-açúcar e seus derivados ? açúcar, etanol e energia elétrica (derivada da queima do bagaço de cana) ? geram um fluxo intenso de circulação de renda sob a forma de salários e das pequenas e médias empresas da cadeia produtiva do setor. As federações das Indústrias e do Comércio também atestam que, por conta da crise no setor, milhares de empresas fecharam. Ao ser questionado sobre o que tinha dado errado no setor que já foi o terceiro mais importante da economia alagoana, o presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Alagoas responsabilizou a macropolítica econômica federal para o etanol. O produto representa 60% do negócio da cana--de-açúcar no Brasil. ?Nos últimos oito anos houve uma sucessão de políticas erradas e o favorecimento da concorrência predatória estabelecida quando o governo federal resolveu subsidiar a gasolina em detrimento do etanol. O produto passou oito ano sem reajuste e o preço da gasolina caindo de forma artificial?.