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Lojas de R$ 1,99 conseguem sobreviver e movimentam R$ 4 bilh�es por ano

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Grandes indústrias descobrem o comércio que se popularizou com o preço único de R$ 1,99 para a maioria dos produtos. Já era tempo: embora movido a trocados, o negócio movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano, lança novas marcas e abre mercado para as empresas brasileiras. O varejo de preço único surgiu há oito anos com o avanço da abertura comercial, que inundou o País de quinquilharias importadas. Depois de sobreviverem à desvalorização do Real em 1998, as populares ?lojinhas de 1,99? tiveram que usar criatividade para sobreviver. E o caminho escolhido pela maioria foi a substituição de produtos importados por nacionais. Hoje, cinco anos depois, o País conta com 16,5 mil lojas, está presente em 5,5 mil municípios, com vendas de 80% de produtos nacionais e um movimento de cerca de 18 milhões de consumidores. Os lojistas desse ramo pretendem crescer cerca de 15% este ano. É um desempenho que exigirá margens de lucro modestas, critério na formação de estoques e forte dose de empreendedorismo. No passado, para ampliar os negócios, os lojistas apostaram em produtos de pequenas empresas e nas necessidades dos consumidores de baixa renda - cerca de 50 milhões pessoas que recebem até R$ 800,00 por mês. Grandes Hoje, as grandes empresas descobriram a importância do mercado e já contam com linhas de produção especiais. Produtos de grandes indústrias, como a Bauducco, Cisper, Nadir Figueiredo, Embaré e Tramontina, também são encontrados nas lojas, a preços inferiores aos do mercado tradicional. Entre os atalhos para reduzir preços e alcançar o pequeno comércio, destacam-se a ocupação de espaço ocioso das fábricas e o melhor uso de matérias-primas. Segundo Eduardo Todres, dono da Galex, que produz artigos para as lojas de preço único, muitas vezes as grandes empresas perdem peças da linha de produção apenas porque apresentam uma cor diferente. ?O mercado convencional que vende pratos azuis e verdes não consome, por exemplo, os chamados pratos verde azulados. Mas eles têm espaço nas lojas de preço baixo?, garante Todres. Coordenador da Feira 1,99 Brasil, ele informa que muitas empresas o procuram, com interesse de participar do novo mercado.

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