Economia
Programa � a esperan�a para salvar cana em AL
O futuro do setor sucroenergético no Brasil e particularmente em Alagoas é o RenovaBio. Este é um programa do governo federal para expandir a produção de biocombustíveis, baseado na previsibilidade, na sustentabilidade ambiental, econômica e social e compatível com o crescimento do mercado. O programa pretende recuperar o prestígio e o mercado do etanol, que perdeu a competitividade como combustível alternativo por conta do congelamento no preço da gasolina. Em matéria especial da Gazeta de Alagoas desse fim de semana, os presidentes do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar), Pedro Robério de Melo Nogueira, e da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana), Edgar Filho, apresentaram o quadro considerado o mais difícil da era moderna da industrialização da monocultura. Duas secas consecutivas, tributação elevada, as turbulências políticas e econômicas provocaram queda gravíssima na produção de matéria-prima e no processo de industrialização. Tanto que das 27 usinas de açúcar e álcool, só 15 devem operar nesta safra 2017/18 que começa em setembro. A produção de cana que caiu de 32 milhões, para 27, depois 22, em seguida, 18 e agora deve ser inferior a 16 milhões de toneladas de cana, como ocorreu na safra passada. Mantida a previsão de colheita, Alagoas poderá produzir 1,2 milhão de tonelada de açúcar e 300 milhões de litros de etanol (combustível alternativo). Quer dizer, 50 milhões de litros a menos que na safra anterior. O programa RenovaBio é a saída do governo federal sonhada pelos produtores de cana e usineiros para aumentar a produção de etanol. Mas tudo ainda está em fase de implantação. Depende de uma Medida Provisória, que deve ser editada nos próximos dias. O governo federal vai estabelecer ao setor sucroalcooleiro a responsabilidade de oferecer o etanol necessário e suficiente para que o Brasil cumpra o acordo de Paris assinado na 21ª Conferência das Partes (COP21) da Conferência das Nações Unidades sobre mudanças climáticas (UNFCCC) que ocorreu entre novembro e dezembro de 2015, na capital da França.