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Alta � influenciada pelo ICMS

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Após uma baixa repentina no preço da gasolina na última semana em Maceió, quando o litro chegou a custar R$ 3,13, os postos de combustíveis voltaram a aumentar o preço do produto, que hoje é comercializado em média por R$ 3,74. Este é o valor usado como base, pelo governo, para cobrar o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Coincidência ou não, a retração dos preços se deu no momento em o Procon de Alagoas realizava uma fiscalização nos postos da capital, como parte dos trabalhos da Comissão Especial de Inquérito instaurada pela Câmara Municipal de Vereadores, que apura suposto cartel do setor. No início da semana, donos de postos informaram que a baixa dos preços se deu após um grupo que opera na capital começar a comercializar o produto com um valor muito baixo, sem motivos aparentes, desencadeando, a partir daí, a baixa do preço em outros postos para que não houvesse perda dos clientes. Segundo os empresários do setor, o combustível voltou a subir por causa do aumento do ICMS cobrado no valor final do produto, que passou de 27% para 29%. O empresário Rafael Tenório diz que não há cartel do setor em Alagoas. Segundo ele, o preço atual da gasolina é o que dá para ser praticado no Estado. ?Hoje compramos gasolina [na distribuidora] por R$ 3,13. Praticamos uma margem de lucro que chega, no máximo, a 20%. Aí você chega ao nosso preço final?, explica. O empresário ressalta que o valor dos impostos são determinantes para o preço final do produto em Alagoas. Segundo ele, mesmo a Petrobras tendo anunciado redução dos preços, o imposto estadual que já era alto, aumentou. Rafael Tenório defende que o governo deve ser um dos agentes na busca pela redução do preço do produto. * Sob supervisão da editoria de Economia.

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