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CAPITAL ALAGOANA TEM 736 PESSOAS SUPERENDIVIDADAS

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Tanto a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor, o conhecido Procon-AL, quanto o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudec) da Defensoria Pública Estadual admitem que há uma nova realidade no mercado consumidor de Alagoas. Segundo as estatísticas desses dois órgãos, é crescente o número de alagoanos em situação de superendividamento. É tanto que o Procon criou um núcleo específico para esses casos, um problema que afeta trabalhadores assalariados, a maioria desinformada sobre o uso adequado do cartão de crédito, profissionais liberais, como médicos, advogados e engenheiros, e funcionários públicos de alto escalão. Tecnicamente se define o superendividamento como ?a impossibilidade do devedor pessoa física, consumidor leigo e de boa--fé, pagar todas as suas dívidas atuais e futuras de consumo?. Com o registro de 14.735 inadimplentes no primeiro semestre deste ano em Maceió, o Procon estima que 5% desses consumidores, cerca de 736 pessoas, se enquadram no perfil de superendividados. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Maceió), Fernando Azevedo, avalia que o aumento de consumidores nessa situação está diretamente relacionado aos empréstimos consignados, facilitados por bancos e financeiras, que oferecem crédito rápido e fácil. ?Só que é um dinheiro muito caro. Os juros são altíssimos e se sobrepõem, ou seja, na hora de pagar, é juro em cima de juro?, analisa o dirigente lojista. Reclamações de pessoas com problemas de superendividamento formam uma demanda crescente também na Defensoria Pública estadual. Ali, dos 2 mil atendimentos realizados nesse primeiro semestre, 40% tratam de questões bancárias. São situações em que, sem condições de pagar as contas, o consumidor recorre a empréstimo bancário, que também não consegue quitar. ?Os juros no Brasil são altos, e os bancos dão crédito com muita facilidade, o que leva muita gente a cair numa ciranda financeira?, alerta a defensora Norma Negrão, coordenadora do Nudec. ?O consumidor que recorre a consignados ou a financeiras quase sempre tem que recorrer a um segundo, terceiro e até quarto empréstimo?, completa ela.

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