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‘M�FIAS’ QUEREM CONTROLAR O MERCADO DE ARTESANATO

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Encravado no Parque Rio Branco, área central de Maceió e a mais esquecida pelo Poder Público, o Mercado Público do Artesanato pede socorro. A região do mercado é dominada por vendedores ambulantes, traficantes e cabos eleitorais de conhecidos políticos da cidade. O maior mercado de arte regional também é a imagem do tratamento dispensado à cultura no Brasil. A origem dos problemas, na verdade, vem de administrações que passaram pela prefeitura. O atual prefeito, Rui Palmeira (PSDB), conseguiu impedir, no ano passado, que o maior Mercado Público de Artesanato fosse a leilão para pagar dívidas de prestação de serviço a uma construtora. A pendenga jurídica se arrastou durante 13 anos. O débito, que era de R$ 52 mil, corrigido, ficou em R$ 900 mil. A Procuradoria da Prefeitura de Maceió conseguiu fechar um acordo na Justiça com a intermediação do desembargador Tutmés Airan, impediu que o mercado fosse a leilão e pagou o débito de forma parcelada. Mas a prefeitura ainda não conseguiu solucionar os problemas estruturais e funcionais daquele marco referencial da cidade. Com a queda na arrecadação de tributos, enfrenta dificuldades econômicas para aplicar o montante necessário na recuperação e na revitalização daquela região central e no próprio mercado, que tem mais de 80 anos.

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