Economia
Artes�os pedem melhorias no Mercado do Artesanato
As áreas invadidas por camelôs no Parque Rio Branco e nas imediações dos Mercados Públicos do Artesanato e da Produção serão recuperadas e reordenadas. A prefeitura quer revitalizar a região e criar área específica para relocar barracas de comércio ambulante e desobstruir as vias ocupadas indevidamente naquele trecho considerado como o maior caos urbano da cidade. A informação foi confirmada pelo secretário Municipal do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Ricardo Lessa. Os camelôs já estão sendo cadastrados. Na reportagem especial ??Máfias? dominam o Mercado do Artesanato?, nesse fim de semana, a Gazeta de Alagoas chamou a atenção para os grupos que cobram taxa de camelôs, dos comerciantes e artesãos com falsas promessas de segurança, de legalização de pontos clandestinos e de atrair turistas para Mercado do Artesanato. Aquele trecho central da cidade historicamente mantém comércio marginal, pontos de prostituição e tráfico de drogas e armas. Os ex-prefeitos prometeram mudanças. Mas o processo de recessão do País provocou uma corrida desenfreada pela ocupação da região que sempre foi esquecida pelos administradores municipais. Todas as ruas estão ocupadas pelo comércio ambulante. O Mercado da Produção trabalha com gêneros alimentos e a parte externa também está tomada de barracas. A maioria dos comerciantes paga taxas de localização a falsos fiscais da prefeitura. Já o Mercado do Artesanato tem 280 boxes. Os permissionários pagam taxas que variam de R$ 40 a 240 reais. 200 boxes geram cerca de mil empregos. 80 localizados no primeiro andar estão fechados por falta de acessibilidade e de consumidores. Os turistas e comerciantes também reclamam da infraestrutura, da falta de acessibilidade e da falta de segurança no local. Com relação à invasão dos camelôs nas áreas próximas aos mercados, comerciantes e artesãos como o escultor Davi Felinto avaliam que a situação é o reflexo da crise econômica nacional. ?A maioria dos camelôs é trabalhador desempregado que tenta sobreviver. Se tirarem eles daqui e não oferecerem alternativa será um caos maior. Como é que essas pessoas farão para sustentar suas famílias??, questiona Davi, ao solicitar que a prefeitura encontre novo local para as pessoas sobreviverem com dignidade.