Economia
CRISE ECON�MICA AFETA FUNER�RIAS
A empresária Maria Cícera Lima, dona de uma casa funerária vizinha ao Instituto Médico Legal, é uma das poucas que desistiram de manter o plano funerário. A recessão econômica do País, segundo ela, afetou o setor. Com a crise, ela teve que reduzir despesas e número de funcionários. Atualmente, trabalha com o filho, e a própria empresária dirige o carro funerário da empresa. O preço dos caixões varia: os mais baratos, feitos com compensado, custam entre R$ 800 e R$ 1 mil; de madeira simples, entre R$ 2 mil e 3 mil; as urnas importadas ficam entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. Aquelas urnas com imagens de santo ou com escudos de time de futebol, o preço varia de R$ 2 mil a R$ 2,5 mil. As de anjinhos (caixões de crianças), o preço oscila entre de R$ 300 e R$ 500. Antes da crise econômica, a empresária comercializava vinte caixões para as diversas classes sociais. Agora, as urnas intermediárias e mais baratas são mais vendidas. ?Mesmo assim, quem trabalha sem o sistema de plano passa dias sem vender nada?, disse Maria Cícera. Apesar do prejuízo, pretende se manter independente no mercado funerário.