Economia
Diretor do IML defende constru��o de cemit�rio
Diante do problema de superlotação dos oito cemitérios públicos de Maceió, uma das soluções para garantir dignidade nos sepultamentos, principalmente dos indigentes, seria a construção de um novo campo santo na cidade. É em que acredita o diretor do Instituto Médico Legal de Alagoas, médico legista Fernando Marcelo de Paula. Ele observa, no entanto, que depois da assinatura de uma Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre IML, Prefeitura e Ministério Público, ?a coisa melhorou muito, inclusive no sepultamento dos indigentes?. Na reportagem especial ?O lucrativo negócio da morte?, veiculada nesse fim de semana, a Gazeta de Alagoas mostrou que por conta da superlotação dos cemitérios, coveiros e donos de jazigos locam túmulos em áreas públicas a preços que variam entre R$ 2 mil e R$ 4 mil por três anos. Nos cemitérios particulares o comércio de túmulo pode chegar a R$ 22 mil. As chantagens nos cemitérios públicos se multiplicam e não poupam nem as autoridades municipais. O diretor do Instituto Médico Legal observa que há necessidade de um novo cemitério na cidade. Se isto ocorrer, ele defende que 50% da área deveria atender fundamentalmente aos indigentes. Os corpos deste segmento da sociedade precisa está perto de um IML, do local onde se faz perícia. Para os que defendem a doação de corpo de indigente para as escolas de medicina, Fernando Marcelo observa que um corpo de morte violenta fica custodiado pelo Estado. Por causa da superlotação, ele acredita que há necessidade de melhorar o fluxo da doação de cadáver para as universidades. ?Dentro de critérios legais, é preciso fomentar a doação de cadáver para as aulas de anatomia das escolas de medicina?.