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Guerra: boicote a produtos americanos chega ao Brasil

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São Paulo - A campanha internacional pelo boicote a produtos norte-americanos como forma de protesto contra a guerra ao Iraque chegou ao Brasil. No país, a campanha é liderada pelo deputado federal Chico Alencar (PT-RJ), mas conta também com outros parlamentares do partido, como a senadora Heloísa Helena (AL). Em entrevista, Alencar disse que a ação não tem a pretensão de ?abalar impérios? como a Coca-Cola e o McDonald?s. Segundo ele, trata-se de uma atitude mais parecida com a de Gandhi, que pregava a desobediência civil contra o Reino Unido para chegar à independência pacífica da Índia. Alencar defende que a idéia é pedir que as pessoas deixem de consumir os produtos das multinacionais dos Estados Unidos para despertar a consciência das pessoas. No último sábado, um grupo de manifestantes jogou Coca-Cola no gramado do Congresso Nacional, em Brasília, em protesto contra a guerra entre Estados Unidos e Iraque. Várias organizações não-governamentais estavam presentes. Na internet também é possível encontrar manifestações pró-boicote. Em sites de busca, podem ser achadas diversas páginas em defesa do boicote de produtos dos EUA que estão no ar já há vários meses, quando a guerra ainda era incerta. O site www.boycottwar.net, do IDEA (Grupo Internacional por Ações Econômicas Diretas contra a Guerra), por exemplo, convoca os internautas a aderir ao movimento e enumera as 20 empresas cujos produtos os consumidores devem ser mais boicotados. Além da fábrica de refrigerantes e da rede de fast food, também estão na lista negra a fabricante de computadores Dell, os postos de combustíveis das petrolíferas Chevron-Texaco e Exxon-Mobil (Esso), a farmacêutica Pfizer e a General Motors, entre outros.

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