Economia
Risco-Brasil dispara com medo de guerra longa
São Paulo - O principal indicador da confiança dos investidores estrangeiros no Brasil indica, nesta segunda-feira, uma piora, acompanhando o pessimismo dos mercados mundiais em relação à guerra no Iraque. O risco Brasil, calculado pelo JP Morgan, disparou 3,09% em relação ao fechamento de sexta-feira, e terminou a segunda-feira em 1.067 pontos. O C-Bond apresentou desvalorização de 0,95% frente ao fechamento de sexta-feira, negociado nos mercados internacionais a 78,18% de seu valor de face. Os mercados financeiros mundiais foram sendo abatidos nesta segunda-feira pelo medo de uma guerra longa no Iraque. Com as baixas nas tropas norte-americanas e britânicas e o discurso de Saddam Hussein na televisão iraquiana na manhã de ontem, as esperanças dos investidores de um conflito rápido no Oriente Médio diminuíram. Bovespa cai 2,85% A Bolsa de Valores de São Paulo cedeu à pressão dos mercados acionários internacionais e fechou em forte baixa nesta segunda-feira, em meio à perspectiva de que a guerra seja mais longa do que parecia até o fim-de-semana. O Ibovespa recuou 2,85%, a 11.052 pontos, mas chegou a cair 3,11% na mínima do dia. O volume financeiro negociado foi de 396,8 milhões de reais, o segundo mais baixo deste mês. ?Nada mais justo dentro do que aconteceu (nas bolsas) lá fora?, resumiu Luiz Antônio Vaz das Neves, diretor da corretora Planner, referindo-se a Wall Street. O índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, perdeu 3,61% nesta segunda-feira, enquanto que o Nasdaq cedeu 3,66%.