Economia
VALE TUDO PARA ECONOMIZAR
A alta do preço dos combustíveis, em especial a gasolina, agitou o mercado, gerou polêmica e provocou repercussão na vida dos consumidores. Em plena crise, manter o uso do carro, diariamente, impacta fortemente o orçamento das famílias. O aumento se deu em virtude do aumento dos tributos PIS e Cofins que incidem sobre a gasolina, o óleo diesel e o etanol. A medida provocou uma reação em cadeia. Em algumas áreas da cidade, no caso da gasolina, o reajuste nas bombas chegou a 13,8%, e o litro do combustível passou a ser vendido entre R$ 3,94 e R$ 3,99. Para o consumidor, restou buscar alternativas para que o aumento não pesasse tanto no bolso. ?Abastecia e deixava com o tanque cheio a cada duas semanas. Mas com os aumentos dos últimos meses, diminui as saídas para economizar. Agora, dá para ficar até três semanas com um tanque?, contou o servidor público Luiz dos Santos. Como mora na área nobre, onde o serviço de transporte é extremamente regular, Luiz decidiu sair motorizado apenas nos dias de chuva e para o lazer. ?Quebrei o ritmo de economia justamente por conta do aumento das chuvas?, completou Luiz. Conforme revelou, o gasto com combustível vinha consumindo quase 25% do orçamento. Com a mudança nos últimos meses caiu para 15,2%. Luiz também costuma ficar de olho nos postos para aproveitar promoções. Outro caçador de descontos é Ataíde Duarte Bezerra, que conhece os preços praticados na região de Mangabeiras, onde mora. Na semana passada, ele aproveitou a promoção de um posto que adiou o repasse do aumento, se mantendo nos R$ 3,46. ?Passei aqui e vi que ainda não tinham aumentado. No posto anterior, a uma quadra daqui, está a R$ 3,95, então decidi encher logo o tanque. Como não ando muito, é uma boa economia?, disse ele. Com a decisão de aproveitar a oportunidade do posto, conseguiu manter o abastecimento total do taque abaixo dos R$ 200. Como tem dirigido pouco está conseguindo ficar até 20 dias sem abastecer. O posto em que ia abastecer estava cobrando o valor à vista, mas, mesmo assim, para o aposentado vale a pena. ?Não entendo por que tanta diferença de um para o outro. O que mantém mais baixo não perde dinheiro?, completou Ataíde.