Economia
CRISE FAZ AUMENTAR N�MERO DE CORTES DE �GUA E ENERGIA
O lado cruel da crise econômica envolve, sem dúvida, o atraso ou abandono das contas essenciais. Junto com a perda do emprego e a queda na renda, ficar sem serviços essenciais costuma ser a parte mais dolorosa do processo, pois de água e energia todos necessitam diariamente. Entretanto, a falta de pagamento acaba sendo uma realidade quando não se tem outra opção para ?socorrer? na hora do aperto. A principal razão para a inadimplência, conforme pesquisas da Serasa Experian, é o descontrole com as dívidas ou situações de desemprego. Somente no ano passado, a Eletrobras chegou a efetuar 21 mil cortes, contou Marcos Lamenha, do Departamento Comercial da empresa. Ao conversar com a Gazeta, ele até admitiu a existência da relação entre a crise econômica e a inadimplência, porém afirmou que é ?complicado quantificar?. Ainda assim, a empresa acabou traçando uma estratégia que evitasse o impacto na arrecadação, o que incluiu o aumento das cobranças e os cortes. O que parece uma medida ríspida na verdade se baseia em estatísticas que comprovam que, após o corte, pelos menos 50% pede religação em até 24h, com a quitação do débito. Essa realidade foi constada em 2016, quanto de acordo com os próprios analistas econômicos, foi o ano mais crítico da crise. ?Por conta da estratégia que montamos, mesmo sendo o ano de maior crise, conseguimos ter um êxito de 100,3% no que se refere à arrecadação, porque recuperamos também as chamadas contas antigas, com negociação dos débitos?, explicou Lamenha. Para chegar a isso, a empresa ampliou o número de cortes, de 7 a 8 mil até chegar ao incrível número de 21 mil desligamentos. Este ano, a média oscila entre 14 e 15 mil, mas, ainda assim, com alto percentual de cortes, com uma leve queda, de janeiro até o momento, de 8%. Ainda assim a meta de faturamento é acima de R$ 1,8 bilhão.