Economia
AL PERDEU METADE DO REBANHO BOVINO
Para a economia da Bacia Leiteira, a maior estiagem prolongada do século provocou desastre social na região, que vive, fundamentalmente, da atividade rural. A metade dos 2,5 milhões de gado leiteiro morreu ao longo dos anos, a produtividade caiu de 750 mil litros de leite/dia para 250 mil litros/dia, a qualidade genética, sobretudo dos animais da Bacia Leiteira, também caiu porque os animais, fracos, não conseguiam procriar, conforme contabilizou o presidente da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), Aldemar Monteiro. Dos quatro mil cooperados, dois mil foram obrigados pela seca a deixar a atividade. A chegada da chuva foi comemorada pela maioria dos produtores rurais. Entretanto, o líder dos pequenos agropecuaristas cooperados observa que os prejuízos de seis anos de estiagem não se recuperam de uma hora para outra. ?A recuperação na agricultura e particularmente na pecuária acontece de forma lenta?. SAÚDE ANIMAL Com relação ao rebanho, explicou que 50% dos animais sentiram os efeitos do clima, ficaram com incapacidade de gestação. ?Se o animal não estiver bem nutrido, não consegue procriar. Neste momento, os animais estão em fase de recuperação?. Em breve, todo o rebanho estará em condições de aproveitar os programas de transferência de embriões e inseminação artificial que o governo do Estado implantou para melhorar a linhagem genética e a produção de leite. No momento, só os animais do Sertão podem participar deste programa. ?Os animais do Sertão são tratados de forma diferente, com muito cuidado, inclusive pelos pequenos produtores. Porque esses animais fazem parte da geração de renda da região, daí até o pequeno criador trata os animais de forma sagrada. Por isso, os animais da região estão em condições melhores para os programas genéticos?.