Economia
PENHOR DA CAIXA É OPÇÃO PARA QUEM BUSCA EMPRÉSTIMO FÁCIL
A joia de ouro ou prata que um dia encantou, atualmente também é fonte de renda para milhares de alagoanos que recorrem ao penhor da Caixa. Deixá-la sob a guarda do banco, além de seguro, rende até 100% do seu valor, com juros de 2,10% ao mês. Isso justifica os R$ 69,4 milhões em novos contratos e renovações, um crescimento de 12,1% no primeiro semestre deste ano no Estado. De janeiro até agora, foram abertos ou renovados 55.166 negócios. O número é um pouco abaixo dos 55.757 de 2016. Mas, o que supera é o valor, já que naquela ano o volume ficou em R$ 61,9 milhões. O percentual é bem próximo dos 11,3% registrados no país, que culminaram com uma movimentação de R$ 7,2 bilhões em todo o Brasil. Segundo a gerente regional do penhor, Maria Carolina Arnaud, a procura é alta por conta da segurança oferecida, mas, principalmente, pela facilidade. ?A pessoa chega aqui com a joia (ouro ou prata), diamante, pérolas, canetas Montblanc e reló- gios, submete à avaliação e logo em seguida já sai com o dinheiro em mãos ou na conta. O cliente é quem escolhe?, disse Carolina. Para fazer esse processo, não é consultado nenhum tipo de cadastro. De acordo com a gerência da Caixa, um outro fator que pode ter contribuído para o aumento da procura é a valorização da joia. Ela saltou dos antigos 85% para 100%, o que significa mais dinheiro a ser repassado. O valor mínimo a ser pago é a partir de R$50,00 ou 10% do valor da joia. Já o valor máximo a ser pago não tem limites. Ou seja, se a joia valer R$ 10 mil esse será o valor a ser repassado. Depois disso, a pessoa paga, mensalmente, juros no valor de 2,10% do valor agregado à joia. A retirada pode ocorrer a qualquer tempo, mas em caso de inadimplência, quando o valor atingir o da joia ela vai a leilão.