Economia
AL DIVERSIFICA MATRIZ ENERGÉTICA
A matriz energética alagoana, baseada na produção com fontes renováveis, terá, em breve, um sólido caminho na busca da eficiência plena. Com a luz do sol captada pelas placas fotovoltaicas e a reutilização de bagaço, que gera calor, o Estado construiu uma segurança de produção de 75%. A perspectiva de crescimento, se aliada à produção pernambucana, pode suprir, no futuro, todo o consumo de energia da região Nordeste. O investimento das empresas do setor foi de quase R$ 400 milhões, sendo Pure Energy - R$ 38 milhões e GranBio - R$ 350 milhões. Situação que pode se alterar por causa da política de isenção de 92% de ICMS garantida no Prodesin, programa de incentivos fiscais do Estado. O aumento de 42%, em relação ao investimento do passado, deixou o Estado em condições de competitividade com Pernambuco, sendo ainda mais atraente, já que vale para todo o Estado, enquanto por lá, apenas para quem investir no Sertão. Outra forma de apoiar o setor é a isenção do ICMS da geração de energia elétrica da micro e minigeração distribuida. Por causa dessa ação integrada, não demorará para que a procura pela aquisição de fontes alternativas aumente consideravelmente. Os consumidores que já aderiram ao modelo de produção de energia limpa descobriram também que podem se tornar produtores de energia e garantir créditos, que podem ser usados em até mais de um imóvel, desde que seja de propriedade da mesma pessoa física. Essa facilidade e a característica do Estado, com sol praticamente o ano inteiro, atrai a busca por energia solar. Já a indústria produz e consome a energia produzida pela queima de biomassa. Essa área, inclusive, é uma das mais consolidadas. Um dos modelos de eficiência é o adotado pela Usina Coruripe, que produz sua própria energia durante a produção, num processo que se aprimorou em uma década.