Economia
Bancos acirram disputa por clientes de alta renda
São Paulo, SP ? Crise à parte, os bancos nunca tiveram tantos correntistas de alta renda ? aqueles com rendimento mensal a partir de R$ 10 mil e pelo menos R$ 100 mil disponíveis para investimento imediato. Segundo dados da Anbima, associação do mercado de capitais, no mês de junho foram registrados 5,797 milhões de pessoas nesse segmento ? um patamar recorde, que representa avanço de 2,5% em relação a dezembro de 2016. Não por acaso, as instituições financeiras têm adotado uma postura cada vez mais agressiva para reter ou atrair esses clientes mais endinheirados. O Banco do Brasil, por exemplo, lançou no início de agosto uma ferramenta exclusiva para essa clientela. Por meio de um aplicativo para celular, gerentes e consultores oferecem produtos como fundos de investimento multigestores, que antes eram oferecidos apenas para as faixas de aporte a partir de R$ 5 milhões. ?Com a queda dos juros, definimos que a nossa estratégia é familiarizar os novos investidores aos produtos de estruturas mais complexas e que oferecem melhor rentabilidade?, conta a gerente-geral da nova unidade, Paula Mazanék. No Bradesco, a integração com o HSBC no ano passado acelerou o apetite pelo público de alta renda. Na semana retrasada, dia 24, o vice-presidente do banco, Josué Pancini, anunciou o lançamento de uma nova plataforma para fazer consultoria de gestão de patrimônio, além da criação de 13 unidades regionais de atendimento que servirão para aproximar a instituição desse público.