Economia
ALAGOANOS RECORREM À INFORMALIDADE
A situação econômica do Brasil vem melhorando aos poucos, mas ainda não foi suficiente para abrir espaço no mercado de trabalho para tantos desempregados. Para sobreviver, muitas pessoas precisaram encontrar alternativas de ganhar dinheiro, mesmo que de maneira informal, sem registro na carteira de trabalho. Em Alagoas, onde mais de 17% das pessoas em idade produtiva estão fora do mercado, essa situação tornou-se comum. Com criatividade e muita disposição, os alagoanos ?informais? têm utilizado de todos os meios para fazer com que seus produtos cheguem até os consumidores. O aumento da informalidade foi justamente o que fez cair em 0,8 ponto percentual a taxa de desemprego no Brasil, fechando o período de maio a julho deste ano em 12,8%, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados no final de agosto. Uma das pessoas que resolveram começar o próprio negócio foi Ricardo Farias, dono do Mister Fit, que é focado no ramo alimentício e está funcionando há pouco mais de um mês com a venda de quentinhas ou ?box? de refeições saudáveis, como Ricardo prefere chamar. A ideia surgiu quando ele precisou mudar a alimentação, deixar de ingerir comidas gordurosas e passar para algo mais saudável. Desempregado, percebeu que a necessidade própria poderia se tornar um negócio e investiu em um sistema delivery de comidas saudáveis. ?Eu sempre gostei de cozinhar e as pessoas sempre me falavam para investir nisso. Como estava sem emprego, finalmente criei coragem e coloquei a ideia para frente. Mas aqui em Maceió existem diversos negócios no ramo alimentício que vendem hambúrgueres e massas, e eu precisava ser diferente para poder me destacar. Então, depois que eu precise mudar meus hábitos alimentares e passar a comer de um jeito mais saudável, encontrei o foco do meu negócio?, explica.