Economia
Setor está abaixo do recorde de 2014
Embora o resultado de julho seja considerado importante e venha em uma sequência de indicadores positivos, a gerente destacou que o varejo ainda se mantém 8,7% abaixo do recorde que foi registrado em novembro de 2014, mas, em compensação, o ritmo de queda tem sido menor. Na comparação com o ano de 2016, o varejo mantém as taxas positivas (3,1%) pelo quarto mês consecutivo, influenciado, principalmente, pelas atividades de tecidos, vestuário e calçados; e móveis e eletrodomésticos. Isabella Nunes chamou atenção também para o fato de que todas as atividades mostram uma recuperação no mês de julho, exceto combustíveis que mostram resultado negativo. Para a gerente, o crescimento 0,7% nas vendas do setor de hiper e supermercados mercados reflete maior liquidez da renda das famílias causada pelo avanço de 1,3% na massa real habitualmente recebida em relação ao trimestre encerrado em junho. Isabella Nunes disse que na comparação com o ano de 2016 é preciso considerar que naquele ano as vendas estavam deprimidas com orçamento restrito das famílias que não compravam o que não era considerado essencial. ?As famílias reduziram o consumo do tipo de atividade que não é essencial. Agora, com uma recomposição melhor da renda, dado que a ocupação vem crescendo, a massa real que circula na economia está aumentando 3,1%, no trimestre móvel terminado em julho, o que contribui para estimular este tipo de consumo que foi deprimido no ano passado. É importante perceber que este comportamento está em todas as atividades, não está concentrado em apenas uma, mas com destaque maior para as atividades que perderam mais no ano passado?, explicou.