Economia
Vaquejada movimenta mais de R$ 60 milhões
A vaquejada está no sangue do nordestino, está na cultura do Brasil, está nos livros de José de Alencar, na música de Luiz Gonzaga e na lenda de Raimundo Jacó. Centenária, a prática, hoje considerada esporte, percorre centenas de cidades brasileiras arrastando uma multidão. Em algumas das festas, o público ultrapassa a marca do esporte nacional: O futebol. Hoje, diferentemente das antigas pegas de boi, tradicionais festas no Sertão nordestino, a vaquejada acontece em parques, reunindo milhares de pessoas e movimentando a economia local. Mas, engana-se quem pensa que a vaquejada consiste apenas em cavalo, vaqueiro e boi. Ela vai mais além das pistas. Existe toda uma cadeia produtiva que impulsiona a economia que vai desde o dono do parque até o catador de latinhas. Em recente pesquisa divulgada pela Associação Alagoana de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ALQM), realizada pelos economistas Lucas Sorgato e Jarpa Aramis, mestres em Economia Aplicada, mostra que em Alagoas a vaquejada movimenta anualmente mais de R$ 60 milhões e gera mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. Muitos deles de maneira informal. Já no Brasil, os valores ultrapassam a marca dos R$ 700 milhões. Foi em um desses locais, que a Gazeta de Alagoas conversou com Ivo Casemiro Raimundo, de 71 anos, o ?seu Ivo?, que há 50 anos dedica sua vida a percorrer as vaquejadas por todo o Nordeste, vendendo produtos essenciais para os vaqueiros, como também souvenirs. Nascido em Cachoeirinha, em Pernambuco, ele se orgulha de ter criado os três filhos com o apurado em cada um dos eventos que frequentou nesse meio século.