Economia
Governo ressalta combinação de esforços para reaver economia
Apesar do otimismo do secretário da Fazenda, o Estado de Alagoas passou décadas em crise administrativa, com baixo índice de desenvolvimento, com os piores indicadores sociais e dependente de monoculturas primárias. O que leva Santoro a crer que tudo isso vai mudar neste momento em que o Estado comemora 200 anos? Ao responder ao questionamento, ele considerou que o esforço e a atual realidade administrativa do governo levam o alagoano a perceber novas perspectivas de futuro, de comando e a liderança nata do governador. ?Há neste momento, no Estado, uma combinação de esforços entre todos os Poderes. O Ministério Público, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário trabalham de forma harmônica, independente e em prol do desenvolvimento do Estado. Isso é raro atualmente no Brasil. Essa união dos Poderes apresenta resultados positivos e animadores neste momento de recessão?. Em estados como o Rio de Janeiro, terra natal do secretário da Fazenda, problemas de corrupção, de conexão da realidade do Estado com a recessão nacional e a falta de liderança provocaram falta de perspectivas para superar a crise econômica. Ao avaliar a crise dos cariocas, Santoro lembrou que os problemas de gestão na terra dele geraram desânimo na população do Rio de Janeiro. ?Isso é muito ruim para o País porque o Rio de Janeiro e o seu entorno representam 20% do PIB nacional. Não tem como o Brasil recuperar o crescimento econômico sem recuperar as economias dos estados, principalmente do Rio de Janeiro?. ATIVOS PRESERVADOS Na década de 1990, Alagoas se desfez de ativos importantes para a economia estadual, ou seja, vendeu a Ceal (Companhia Energética de Alagoas) para pagar salários atrasados do funcionalismo e, por problema de gestão, perdeu também o Produban ( Banco do Estado, que sofreu intervenção do Banco Central). A nova gestão fazendária do governo alagoano resolveu analisar as transações feitas com esses ativos. Numa garimpagem antropológica, percebeu o tamanho do prejuízo. O secretário da Fazenda, George Santoro, orientado pelo governador, correu atrás dos prejuízos. Parte dos créditos foi recuperada. Mas a Ceal não volta mais. No caso do Produban, Santoro conseguiu recuperar parte do ativo que andava esquecido no Banco Central. Numa grande operação que envolve a Caixa Econômica Federal, está se alinhando para Alagoas recuperar os créditos que representam grandes dívidas de empresários e industriais. Parte desse crédito será utilizada para pagar débitos junto à Receita Federal. Essa operação com o Produban vai render cerca de R$ 400 milhões para o Estado. Esse era um montante que os gestores anteriores do Estado não acreditavam que tinham.