Economia
Xerife tributário revela como equilibrou a economia de Alagoas
A recessão na economia nacional leva estados e município à situação de insolvência. Com a receita em queda livre e a arrecadação com pouco perspectiva de crescimento, a maioria sente as consequências: dificuldades para pagar credores, funcionalismo e manter a máquina funcionando. Alagoas, que costumava ser o primeiro a ?quebrar? em momentos como este, surpreende. Desta vez, dá lições de gestão aos grandes estados. E, no olho do furacão, vive o sonho da estabilidade econômica ao ponto de dizer que tem assegurado hoje o pagamento do funcionalismo, do décimo terceiro, mantém bom relacionamento com os credores, com os Poderes e anuncia investimentos que superam a casa dos R$ 300 milhões em obras que o governo federal não consegue tocar. A situação tributária equilibrada confere ao secretário de Estado da Fazenda, George Santoro, o título de um dos melhores, hoje. Nós últimos 30 anos, ninguém superou Santoro no Estado. Homem de confiança do governador Renan Filho e chamado de ?xerife? do cofre público, porque mantém controle até dos centavos. Qualquer movimento da política econômica só entra em prática com a palavra final do governador depois de ouvir avaliação da equipe econômica e de planejamento estratégico liderado por George Santoro. É assim desde o começo da gestão, em 2014. Nada de gastos e tudo o que for necessário para melhorar a arrecadação e o bom relacionamento tributário com o setor empresarial. Porém, sem isenção para ninguém. Ao assumir a pasta da Fazenda, Santoro encontrou uma situação fiscal conturbada. Os custos da folha de pagamento dos servidores, por exemplo, estavam acima da Lei de Responsabilidade Fiscal, que determina gasto de até 49% da receita total do Estado. Hoje, está três dígitos abaixo do limite legal, confirmam os técnicos da Secretaria da Fazenda e o próprio Renan Filho. Na entrevista que concedeu à Gazeta, o secretário George Santoro confirmou que, ao assumir, encontrou os gastos com a folha de pagamento ?estourados? e bem acima da LRF. ?Hoje, estamos com o limite de gastos menor em três por cento, ou seja, dentro de 46%?. Isso foi possível porque, segundo o secretário, o Estado conseguiu executar um trabalho que favoreceu o crescimento da receita em relação às despesas. O que se observa é que a gestão tem procurado mecanismos inteligentes e criativos que ajudam a reduzir despesa. O dinheiro que sobra da economia é aplicado onde é preciso, diz Santoro. Alagoas tem uma folha de pagamento, hoje, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, reafirma o secretário George Santoro, ao explicar que o Estado gasta, só com a folha de Executivo, ativos e inativos, pouco mais de R$ 270 milhões/mês. Arrecadação mensal varia muito; no início e no final do ano, é sempre a maior. A média mensal superar os R$ 700 milhões. Esse é um resultado animador para o atual momento da economia. Isso faz com que o Estado, de forma equilibrada, mantenha os repasses para os Poderes e o pagamento dos credores em dia, ensina o secretário.