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Indústria e comércio de Alagoas ganham força para vencer a crise

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O salto de Alagoas para o futuro será construído a partir de bases sólidas, atualmente fincadas em sua indústria, comércio e construção civil, que, mesmo com a crise, demonstraram solidez 200 anos depois de sua emancipação. Dos banguês até a realidade ?conectada? de hoje, os alagoanos empreendedores e ousados construíram um cenário urbano condizente com a realidade necessária para se sobreviver no século 21. A transição da era essencialmente agrícola para o período industrial foi marcada por quedas, ajustes e resistência. Foi assim que o alagoano viu sua indústria se modernizar, gerar emprego e criar bases para novas frentes de negócios. Um exemplo disso é nitidamente sentido no comércio, com maior expressão na capital, mas que tem capilaridade em todo o Estado. De acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio), temos em atividade 156.579 empresas. Segundo detalha o presidente da entidade, Wilton Malta, pouco mais de 84,4% são do segmento de Comércio e Serviços. ?Esse volume de empresas do comércio é responsável por 71,49% do Produto Interno Bruto (PIB), o que em reais representa cerca de 26,7 bilhões. O setor ainda tem uma participação no recolhimento do ICMS importante, que somente em 2016 representou R$ 1,5 bilhão, incluindo-se aí, também, o turismo?, descreveu Malta. Essa participação ativa na economia local também responde por contratos formais, que, mesmo afetados pela crise, conseguiram preservar os empregos. Por isso, de acordo com a Fecomércio, do mesmo jeito que o setor conseguiu se reinventar ao longo dos anos, colocando o Estado em situação de destaque na região, seu futuro depende, necessariamente, de contrapartidas que possam lhe indicar novas perspectivas.

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