Economia
Indústria e comércio falam em queda de rentabilidade
Consumidores residenciais e industriais de Alagoas receberam negativamente o aumento de 21,6% em média na conta de energia elétrica anunciado ontem, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para as federações das Indústrias de Alagoas (Fiea-AL) e do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas, o reajuste deve provocar queda na rentabilidade e retração de investimentos. Para o presidente da Fiea-AL, José Carlos Lyra, o impacto na indústria é generalizado ? sendo mais forte para que quem produz com base no consumo direto de energia, como as fundições com forno elétrico. ?De um modo geral, todo o setor depende de energia: uns mais, outros menos. Se formos observar um setor como o de fundição com forno elétrico, de imediato o custo da produção já vai a 50%?, revela. Segundo ele, o percentual de aumento foi uma surpresa para todo o setor, principalmente por ocorrer num momento em que a economia vem dando sinais mínimos de recuperação. Ele diz que os custos de produção, incluindo-se os gastos de energia, acabam sendo adicionados ao preço final. Porém, é muito provável, também, que o empresário segure isso para evitar afastar o consumidor. ?Aí surge um outro problema, que é a queda de rentabilidade, e isso não é bom porque impede investimentos?, completou. Ele observa que o reajuste é consequência de alguns fatores, entre eles a redução da tarifa ainda no período Dilma Roussef, que não levou em conta o impacto da medida. Além disso, a seca que afetou os reservatórios de água usada para a geração de energia e a necessidade da compra de energia das termoelétricas incidiram sobre o preço da energia.