Economia
Formados buscam vagas de nível médio
O desemprego, reflexo da crise econômica que provocou recessão, queda no consumo e, consequentemente, queda da produção, continua sendo um dos maiores desafios da economia. Os números ainda assustam e mesmo com oscilações mínimas apontam que mais de 13 milhões de pessoas estejam sem emprego formal, leia-se carteira assinada. ?A tímida elevação do emprego registrada até agosto pelo IBGE mostra que o resultado é inferior ao mesmo período de 2016, apesar de ser superior ao período imediatamente anterior. E para complicar, mais de 70% das novas ocupações são de trabalho informal?, lembrou a economista e professora da Ufal Luciana Caetano. Que o digam os que procuram apoio no Serviço Nacional de Emprego (Sine). Um detalhe importante a se destacar é que entre os que buscam emprego estão milhares de pessoas que chegaram a concluir o nível superior, mas em busca da recolocação aceitam atividades com remunerações mais baixas. A estratégia nem sempre tem sido a melhor. Há quem já esteja na fila de espera há meses, sem obter êxito. ?Venho tentando o que é possível, pois já estou formado há quase um ano e não tive condições de trabalhar na área. Até fiz um estágio, pensei que ia ser contratado, mas a empresa também sofreu com a crise. Então busco até trabalho de vendedor, pois sei que o quadro deve mudar mais adiante?, acredita o fisioterapeuta Flávio José Santana. Vindo do interior, ele era mais um dos que até a semana passada estava atualizando dados cadastrais no Sine.