Economia
Economia em 2018 refletirá o desempenho do País este ano
O modo como o ano de 2107 será concluído, inclusive com a expectativa de mais alguns aumentos para ajustes das contas do governo, ajuda a projetar o que pode acontecer em 2018. Apesar da estagnação da recessão econômica no País já ser ressaltada por muitos especialistas, há outros fatores que contribuem para as incertezas. Seja a classe média cortando alguns ?luxos? ou quem sobrevive com salário mínimo, o fato é que os sucessivos aumentos conjugados nunca serão compensados nos aumentos anuais dos trabalhadores. E nem poderia, conforme lembra o economista Rômulo Sales. Isso, inclusive, geraria mais inflação. ?Por isso que os ajustes salariais são sempre feitos de forma retroativa, o que não considero aumento, mas sim recomposição da perda do poder de compra?, alerta o economista. REFLEXOS Essa situação provoca alguns reflexos. Olhando de forma técnica para o quadro atual, Rômulo esclarece que analisando os indicadores como aumento do gás e da energia ?podemos ser conduzidos a uma análise enviesada?. Tudo porque, de acordo com os levantamentos feitos até agosto, a inflação calculada pelo IPCA estava ?muito baixa para os padrões do Brasil?. ?Em agosto, a inflação foi de 0,19%, a menor para esse mês desde 2010. De janeiro a agosto, foi de 1,62%, e em 12 meses a inflação está em 2,46%. O Brasil está com a inflação abaixo do piso da meta, que é de 4,5% ao ano. O que eu estou querendo dizer é que, apesar desses aumentos considerados expressivos individualmente, na composição do índice, a inflação está muito baixa. O aumento de uns componentes é mais que compensado pelas reduções de outros?, apontou Rômulo.