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Estiagem deixa rebanho estagnado

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A pecuária bovina alagoana ficou praticamente estável na passagem de 2015 para 2016, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado na quinta-feira, 28. No ano passado, o Estado possuía 1,264 milhão de cabeças de gado, contra 1,255 milhão do ano anterior ? um crescimento de 0,7%. Desse total, 485.828 (o equivalente a 36,68%) estão localizados na região Leste alagoana. Outras 443.621 cabeças (35,32%) estão concentradas no Agreste e 334.604 ? ou 26,65% do total ?, no Sertão. Segundo os dados do IBGE, entre os anos de 2011 e 2016, o rebanho bovino de Alagoas recuou 0,33%, saltando de 1,268 milhão para 1,264 milhão de cabeças. Para o superintendente de Agropecuária de Alagoas, Hibernon Cavalcante, a estabilidade no número do rebanho bovino alagoano é consequência da seca que assolou o Estado no últimos anos. Segundo ele, a situação só não é pior porque muitos pecuaristas usaram o bagaço de cana-de-açúcar como ração animal. ?Se não fosse isso, o número tinha caído demais, a exemplo do que aconteceu com estados como Bahia e Pernambuco?, ressalta. De acordo com os dados do IBGE, Pernambuco viu seu rebanho ser reduzido de 2,502 milhões de cabeça em 2011 para 1,948 milhão no ano passado ? uma retração de 22,13%. ?E olhe que Pernambuco comprou muito bagaço de cana de Alagoas, entre 2012 e 2013?, ressalta Hibernon Cavalcante. Uma das consequências provocadas pela estiagem em Alagoas, segundo o superintendente, foi a alta no preço da tonelada do bagaço de cana, que superou em cerca de 20% o valor da tonelada da cana-de-açúçar. ?Enquanto o fornecedor vendia a cana por R$ 80, a tonelada, o mesmo volume de bagaço não era comercializado por menos de R$ 100?, afirma. Ele revela que, para se precaver de riscos futuros, boa parte dos pecuaristas alagoanos está armazenando bagaço de cana-de-açúcar para garantir a alimentação do rebanho. Entretanto, o risco de baixa produção da safra em Alagoas já é uma ameaça. ?Como sabemos, a produção das usinas alagoanas tem recuado ano a ano?, justifica.

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