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Maceió: endividamento supera média nacional

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Apesar de ocupar o sétimo lugar do ranking entre as capitais nordestinas, com 60% das famílias endividadas ? o equivalente a 182.580 famílias nessa situação ?, o endividamento em Maceió avançou um ponto percentual entre 2015 e 2016 e ficou acima da média nacional de 57%, segundo a sétima edição da Radiografia do Crédito e do Endividamento das Famílias nas Capitais Brasileiras, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Feita com base em informações do Banco Central do Brasil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no ano passado, a pesquisa avalia os principais aspectos, dimensões e efeitos sobre as famílias da política de crédito no Brasil entre 2014 e 2016, período particularmente turbulento tanto no campo político quanto no econômico. De acordo com o levantamento, apenas Teresina (PI), com 53%, e Salvador (BA), com 51%, estão abaixo da média nacional entre as capitais do Nordeste. Nacionalmente, o levantamento mostra ainda que as capitais com maior percentual de famílias endividadas são Curitiba (87%), Florianópolis (86%) e Boa Vista (83%). As com menor percentual são Belo Horizonte (24%), Goiânia (27%) e Belém (42%). São Paulo e Rio têm 52% das famílias endividadas. RENDA Maceió tem a menor renda mensal das famílias entre as capitais nordestina, com R$ 3.513. O desempenho da capital alagoana está abaixo da média nacional de R$ 4.188. No Nordeste, a renda mensal mais alta foi registrada em Aracaju, com R$ 5.418. Em seguida aparecem Natal (R$ 4.862) e Teresina (R$ 4.389). A pesquisa da Fecomércio paulista mostra ainda que o maceioense compromete 29% da renda ? o equivalente a R$ 1.024 ? com as dívidas. Nesse quesito, Natal e Teresina lidaram o ranking no Nordeste, com iguais 37%. No caso da capital potiguar, os recursos comprometidos somam R$ 1.9816, enquanto na capital do Piauí o volume é de R$ 1.640. Para a Fecomércio, as oscilações da política monetária desde 2014 impactaram a percepção dos consumidores e balizaram suas decisões de compra, que se tornaram mais racionais. ?Afetadas pela crise ? que encareceu o crédito e gerou desemprego ?, mais de 280 mil famílias brasileiras ajustaram suas contas e deixaram de ter dívidas no período entre dezembro de 2014 e dezembro de 2016, nas 27 capitais brasileiras?, informa a entidade, em nota.

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