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Bazares ganham fôlego na crise econômica

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Vai e volta e a feirinha dos usados continua. Se tem um segmento que consegue se reinventar, e até mesmo crescer em meio aos ciclos de crise econômica, é o mercado de bazares. O contexto se associa à criatividade de empreendedores e empreendedoras, que conseguem afastar o velho preconceito de que esse tipo de comércio só oferece produtos em situação de baixa qualidade ou quase inutilidade. Em Alagoas, ainda que bazares e brechós tenham se multiplicado em versão online, duas empreendedoras decidiram criar um formato próprio de bazar presencial e colaborativo. Tradicionalmente, os bazares ou brechós têm seu histórico reconhecido no Oriente Médio, embora as origens brasileiras remetam ao século XIX, no Rio de janeiro. A característica popular sempre existiu, dada a própria natureza de venda de produtos seminovos ou não tão seminovos assim a custos mais acessíveis. Em que pese o caráter provisório e beneficente da maioria dos bazares mais tradicionais, sua reelaboração como ramo sofisticado tem atualizado a clientela e gerado mais aceitação da classe média, que hoje enfrenta diretamente as consequências de nove trimestres de queda de consumo, segundo dados do IBGE. Em 2016, por exemplo, uma pesquisa da Data Popular revelou que nove a cada 10 brasileiros reduziu os consumos em decorrência da crise. Ainda que tenham seguido a tendência, as empreendedoras Débora Brandão e Liliane Pinheiro relatam que não fizeram exatamente uma pesquisa de mercado quando decidiram começar a realizar um bazar próprio.

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