Economia
Negócio presencial vai além de vendas e trocas
Liliane Pinheiro reflete que a perspectiva de reutilização pensando no meio ambiente norteou as ideias das empreendedoras. ?A gente pensou no bazar presencial para dar um novo movimento para essas peças que ficam no guarda-roupa das pessoas, dar um novo sentido de uso, e também de dar um novo sentido de cuidado mútuo, de cuidado com o meio ambiente, com a terra?. De acordo com Pinheiro, os bazares realizados trazem outros elementos para além das trocas. ?Não é só bazar e venda do produto. É toda essa troca de conhecimento e de práticas saudáveis. De repente, estou fazendo de uma forma que não está funcionando para mim, mas você já vem com um modelo que posso fazer em minha casa, e assim a gente vai cuidando um do outro?. Além das concepções ambientais, a dupla não perde de vista outros tipos de motivações, como as relações de parceria impulsionadas a partir das trocas que ocorrem no local, fomentando o conhecido ?network?. ?A gente diz que o bazar não tem dono. A gente trabalha de uma forma colaborativa, convidando as pessoas a fazer parte do evento. A gente faz o evento sem grana e a pessoa tem oportunidade de mostrar o serviço dela. E ela mostra o serviço naquele dia de evento. Ela está adquirindo uma rede de contatos para contratar o serviço delas. A gente trabalha com essa parceria. Você me ajuda, eu divulgo você na minha rede, você divulga a minha e a gente vai mutuamente crescente?.