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Pescadores alagoanos migram para a Bahia

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De acordo com relatos de componentes da cadeia montada para importar sururu, dezenas de pescadores deixaram suas tradições e suas famílias, pegaram a estrada e migraram temporariamente ? mesmo que sem previsão de volta ? para o município de Santo Amaro, onde, dia e noite, como em uma escala de plantão, se revezam no trabalho da pesca do molusco. Esse distanciamento da família causou, de imediato, um peso não apenas emocional, já que os pescadores foram e continuam sendo obrigados a pagar aluguel e manter duas casas (em Alagoas e na Bahia), com todos os custos que isso acarreta. ?No começo, alguns deles chegaram a dormir em praças públicas. Até hoje a situação é muito difícil. Mas é preciso seguir para ver se alguma coisa boa acontece, pois o único incentivo que contamos é com ajuda do pessoal da Igreja Virgem dos Pobres e da Associação Espírita Nosso Lar. O povo do governo sumiu, igual ao sururu?, desabafou o pescador Manoel dos Santos, 58 anos. Para que o trabalho no município de Santo Amaro pudesse seguir seu trâmite normal, os alagoanos alugaram casas próximas ao local onde passaram a pescar. Um deles é Antônio Gregório, 40 anos, que se mudou para a cidade baiana desde maio deste ano. Ele cansou de esperar que o sururu reaparecesse na Lagoa Mundaú. Pegou a embarcação, fez as malas e, junto com sete amigos, foi morar em Santo Amaro da Purificação. Paga R$ 300 de aluguel, fora a despesa da família ? mulher e três filhos ? que continua vivendo no Vergel.

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