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Restaurantes buscam pescado em outros estados brasileiros

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O sururu baiano reina soberano nas barracas localizadas em toda a extensão do Dique Estrada. Ele fica exposto à espera dos fregueses por R$ 20 o quilo. Se a venda for feita a grosso, geralmente para donos de bares e restaurantes, o valor baixa um pouco para R$ 17. Dona Antônia Maximiniano da Paixão é sururuzeira desde menina, assim como todas que pertencem à ala feminina da sua família. Aos 67 anos, desesperada com o sumiço do molusco, ela, mesmo que forçadamente, entrou no ramo da importação, mas faz questão de ressaltar seu descontentamento.?Minha filha, os homens complicam tudo. Antes, era tudo muito simples. A gente acordava cedo e tinha um monte de sururu para a gente limpar e despinicar. Nesse tempo, a gente dizia que a lagoa era a nossa empresa, mas, infelizmente, a mão do homem está acabando com tudo. Acabou, agora, com o nosso sururu. A gente sabe que o inverno rigoroso deste ano contribuiu para a agravamento da situação, mas por que tem sururu na Bahia, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte e não tem aqui? Logo aqui, onde a tradição do prato é muito maior?, questiona dona Antônia. Do Vergel, os membros da equipe de transportadores segue rumo ao Mercado da Produção, no bairro da Levada, e se tornam atravessadores. É lá que eles vendem todo o molusco que foi pescado em Santo Amaro da Purificação. Para o consumidor final, o preço pago pela importação também saiu alto. O valor do quilo chega a R$ 20. Mas não é só isso. Pouquíssimas pessoas têm conhecimento da origem do molusco. A maioria pensa que o produto vem da Lagoa Mundaú. O sururu vai para a mesa de lares localizados em diversos bairros de Maceió, mas vai também para bares e restaurantes da grande Maceió para alimentar o centro gastronômico de Alagoas.

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