Economia
Falta de salinidade ameaça sururu de desaparecimento
De acordo com o professor doutor Carlos Ruberto Fragoso Jr., do Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento, do CTEC/Ufal, do total de marisqueiros e pescadores do complexo lagunar, 87% consome sururu diariamente e 33% usam o marisco para atividade comercial. Com a salinidade da lagoa em zero há mais de quatro meses, fato que nunca aconteceu na história das lagoas, o sururu desapareceu. Ele revela que a produção anual de sururu no complexo lagunar (sem a crise instalada) chegava a 1,5 mil toneladas. Multiplicando este quantitativo por R$ 10, que é o preço médio vendido pelo quilo do marisco, a atividade pesqueira movimenta em torno de R$ 15 milhões por ano. No entanto, a curto prazo, o pesquisador diz acreditar que produtividade do marisco, que é o principal pescado das lagoas, tende a melhorar. O nível de salinidade deve se recuperar até fevereiro de 2018, devido à redução do volume de descarga pluvial. Porém, este ano, na avaliação do professor, a atividade está comprometida. ?A médio e longo prazos, já que o assoreamento do complexo não está sendo combatido, a tendência é que as lagoas não atinjam salinidade adequada e o sururu, além de outras espécies, não consigam sobreviver?, ressalta o especialista.