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Produtores do Agreste investem em fruticultura para fugir da crise

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Pequenos e médios produtores do setor sucroalcooleiro não pretendem esperar que a crise se aprofunde ainda mais para buscar alternativas à histórica, porém decadente, cultura da cana-de-açúcar. Há alguns meses, o cenário do Agreste começa a apresentar inciativas de agricultores que decidem diversificar o plantio, ingressando na fruticultura. Essa necessidade de mudança agrícola é vista, inclusive, como condição de urgência. De acordo com o produtor rural Vinícius Maia, que possui uma área no município de Campo Alegre, esse tipo de atualização da cultura é uma janela que já tem sido estudada no âmbito do comércio. ?A gente observa que muitos produtos agrícolas que entram no Ceasa, no Estado de Alagoas, não são oriundos do próprio Estado. Então a janela é grande e há espaço. Basta organização, tecnologia e capacitação para atender à demanda?, diz. Com a economia regional concentrada tradicionalmente no setor sucroalcooleiro, a resistência à mudança também é um desafio para os que buscam implementar as mudanças a cidade. ?Há uma dificuldade imediata, mas, aos poucos, visitando os amigos produtores, outras regiões, os produtores estão ganhando consciência de que existe a possibilidade de mudança. É real e rentável?, ressalta. Atualmente, Vinícius Maia tem em suas terras culturas como abacaxi, maracujá, batata-doce, feijão de corda. ?Busquei essas culturas de fácil manejo para que, no futuro, agente consiga uma rentabilidade melhor, mas requer tecnologia e capacitação?, explica. Além do mais, os agricultores já têm ser articulado em cidades vizinhas para troca de informações. Não à toa, já existe difusão da fruticultura em cidades como Limoeiro de Anadia, Taquarana, Junqueiro, e Coruripe.

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