Economia
Mercados públicos de bairros tradicionais de Maceió definham
Os tradicionais mercados de bairros de Maceió, como o do Jacintinho, Bebedouro, Tabuleiro do Martins e do Complexo Benedito Bentes, estão sem estrutura física e os permissionários sofrem com a incerteza do amanhã. Durante uma semana, a Gazeta de Alagoas percorreu os principais mercados de bairros e, conforme os relatos dos permissionários e do que foi constatado pela reportagem, a situação é ?caótica?, devido à soma problemática de fatores, que vão desde a falta de segurança pública, passando por problemas estruturais e chegando na evasão dos consumidores devido à crise financeira que assola o País. Em todos os mercados, a reportagem constatou a presença de esgotos, insetos, animais e até de usuários de drogas, que fazem uso de entorpecentes entre uma banca e outra vazia. O primeiro visitado pela equipe da Gazeta foi o do Jacintinho, onde os feirantes retiram do bolso entre R$ 2 a R$ 20 por dia para pagar o vigilante, que faz rondas durante o dia e a vigilância à noite. ?Está com mais de dois meses que estamos sem guardas municipais. O segurança a gente paga, porque senão levam tudo, porque aqui [no mercado do Jacintinho] quem quiser mete o pé na porta, abre e leva tudo?, disse José Cândido, que há 26 anos trabalha como marchante no mercado do Jacintinho. Com pouca movimentação, alguns permissionários decidiram não abrir os boxes, e os poucos que ousaram abrir as portas acumulam prejuízos e investem para tentar o equilíbrio. ?Não tem ninguém que tome conta do mercado. Além da falta de segurança e de pessoal de manutenção, o movimento está fraco porque existe uma feira clandestina fora do mercado?, denuncia José Cândido.