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‘Crise econômica ressuscita fome nas grandes cidades’

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De acordo com as análises de Márcio Pochmann, a crise política ? que foi avançando desde 2014, com o questionamento da eleição da presidente Dilma, associado à crise econômica, foi ampliada com sua saída, mais questionamentos do presidente Temer ? criou um dilema: se buscou a solução política, sendo que a crise econômica continuou presente e ressuscitando a ?fome nas grandes cidades?, que estavam relativamente contidas com os programas sociais. DEMOCRACIA Por isso, segundo Pochmann, somente o fortalecimento do processo democrático pode apontar um horizonte para o fim da crise política e, a depender do modelo adotado, também da crise econômica. ?Para voltarmos a crescer, o Brasil precisa sair da recessão. Não vejo sinais de que estamos melhorando. Até reconheço que a safra agrícola melhorou, exportamos mais do que importamos, são resultados positivos, mas não são suficientes para tirar a economia da recessão. Se olharmos os investimentos das empresas, dos investimentos públicos, o gasto das famílias, isso ainda não está configurado?, analisou Márcio. NORDESTE As desigualdades regionais, associadas à desigualdade pessoal, para o cientista, continuam presentes, mas haviam encontrado um rumo, agora incerto, em sua avaliação. A recessão também foi capaz de frear os avanços com a interiorização do Ensino Médio técnico e superior, que acabou descentralizando a formação dos jovens. ?O enfrentamento da desigualdade regional veio com o aumento do gasto público e a interiorização dos cursos e faculdades. Diria que é fundamental que o Brasil dê conta do problema do território. Há de se ter uma discussão que descentralize, interiorize o desenvolvimento saindo das capitais, do litoral para o Centro-Oeste?, lembrou Márcio.

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