Economia
Setor moveleiro de Alagoas resiste à crise e à falta de incentivo
A primeira tentativa de Alagoas de ter o seu primeiro Polo Moveleiro Nascimento Leão nasceu em Arapiraca como forma de descentralizar a economia e valorizar a tendência da região, mas não se tornou uma realidade. O fracasso da proposta esconde, até hoje, burocracia, atraso no cumprimento dos prazos e interferência política. O ano era 2011, e o aporte do governo do Estado foi de R$ 5,3 milhões para a criação de uma área de 96.000m², divididos em 45 lotes de 1.200m² cada. A estimativa era para a geração de 2.500 empregos. De acordo com a proposta, a intenção era reunir não só os moveleiros, mas empresários do setor de madeira para fortalecer o incipiente Arranjo Produtivo Local. Mas a demora foi o maior adversário da ideia. Seis anos depois, apenas duas empresas do setor estão instaladas no local e, ainda assim, não trabalham de forma articulada. De acordo com o presidente da Associação dos Moveleiros do Agreste, Sóstenes Leite (Amagre), o que parecia uma redenção, com facilidade se transformou numa espera ?sem fim?, que obrigou quem tinha recursos a investir por conta própria. Ele mesmo não se mudou para o local. ?O polo deu uma estagnada, acompanhando o momento econômico. No início ele se desenvolveu com muito incentivo, mas por diversos problemas políticos, na época, houve um enorme atraso na liberação dos terrenos. Então, os empresários, precisando crescer, cada um por conta própria acabou investindo em seus empreendimentos individuais, e não no coletivo?, revelou Sóstenes. Os primeiros lotes, por exemplo, só foram entregues em 2013, na gestão da prefeita Célia Rocha.