Economia
MP investigará pedido de recuperação judicial
A crise administrativa, aliada a fatores econômicos que levaram usinas de açúcar e álcool a paralisar suas operações, pode não ser o principal motivo do pedido de recuperação judicial de sete delas, na semana passada. Ontem, diante da repercussão do caso, o Ministério Público Estadual (MPE) confirmou que nove promotores, sendo seis deles do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), irão acompanhar o processo de forma minuciosa. Os detalhes de como será a atuação do grupo estão dispostos na Portaria nº 1.108 do MPE, assinada pelo procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça. Além dos seis integrantes do Gecoc, outros dois promotores, mais o titular também integrarão a equipe. ?Já criamos a comissão para acompanharmos a RJ [recuperação judicial]. Queremos acompanhar passo a passo: saber como foi indicado o juízo e sua competência em que está distribuída a ação: como foi indicado o administrador; saber se tem pessoa física escondendo dinheiro e deixando as empresas falidas. Então tem uma série de nuances que nós queremos acompanhar ?com lupa?, pois isso tem uma repercussão muito grave em termos de economia, e muita gente vai ser prejudicada?, disse Alfredo Gaspar. Ainda esta semana, parte do grupo irá analisar os detalhes da recuperação, deferida pelo juiz da 4° Vara Cível da Capital, Ayrton de Luna Tenório. O procurador-geral de Justiça disse que além dos prejuízos para o Estado, a ação também atinge frontalmente os credores destas empresas, que realizaram seus investimentos e, agora, não têm perspectivas de quando irão receber seus créditos.