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Pre�o da gasolina em Macei� est� 7% acima da m�dia do pa�s

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Edivaldo Junior Em média, o litro da gasolina está custando R$ 2,32 em Maceió. Continua sendo um dos preços mais altos do Nordeste. E do Brasil. O maceioense paga em média R$ 0,16 ou cerca de 7% a mais do que o brasileiro por um litro de gasolina. O preço médio no Pais é R$ 2,16. Em parte, o preço maior é explicado por uma questão geográfica: Maceió é mais distantes de refinarias do que as cidades do Centro Sul, por exemplo. E, portanto, o custo de transporte é maior. No entanto, o que parece ser, de fato, o maior problema é outra questão, de origem política. A galonagem média dos postos da cidade é uma das menores do País. Galonagem é a medida padrão utilizada pelos postos. Em Maceió, a média é de 80 mil litros/mês por cada revendedor. Em Aracaju, SE, essa média é de 200 mil litros/mês e em Salvador, BA, a média é de 250 mil litros mês. Na prática, uma galonagem menor, segundo o Sindicombustíveis (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo de Alagoas), significa custos maiores para o revendedor. Custos que terminam sendo repassados para os consumidores. E porque a galonagem, em Maceió, é menor? A explicação, para o presidente do Sindicombustíveis, Mário Jorge Uchoa é simples: a cidade tem postos demais. São 225. Quase a mesma quantidade que Salvador (250), cidade com um população de três a quatro vezes maior que a de Maceió. Consumo O alto custo da gasolina não afeta apenas o consumidor de Maceió. Em todo o país, a reclamação é geral. E não é para menos. O preço do combustível subiu acima da inflação, provocando a redução do consumo e a busca por outras alternativas. O consumo de gasolina no Brasil retrocedeu a níveis de seis anos atrás. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), as vendas das distribuidoras de combustíveis para os postos totalizaram, perto dos 21,8 bilhões de litros em 2002. É o menor volume desde 1996, quando o consumo foi de 20,5 bilhões de litros. Adulteração, substituição por gás natural veicular (GNV) e álcool, além do alto preço, são as causas apontadas para a retração. Tradicionalmente, o consumo de combustíveis acompanha a evolução do PIB, crescendo até um pouco mais. De 1998 a 2001, porém, as vendas de gasolina caíram 0,9% ao ano, enquanto o PIB por habitante registrou alta anual média de 0,4%. Em janeiro de 2003, quando foi dado o último aumento pela Petrobras, a estimativa das distribuidoras é que o consumo de gasolina tenha caído mais. Segundo cálculos da Fecombustíveis, para cada aumento de 10% no preço do combustível, o consumo cai 1%. De 1998 até agora, houve alta de cerca de 170% no preço da gasolina, acentuada em 2002, depois da liberação dos preços. O preço médio por litro há cinco anos ficou em torno de R$ 0,80, contra os R$ 2,16 da última pesquisa da ANP.

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