Economia
Trabalhadores lutam para receber direitos
?Não é um modelo de usineiro, de empresário preguiçoso. É um modelo de colono que quer trabalhar sem ter a preocupação com o lucro, quer dizer, ele ganhar um dinheirinho ali para se manter, já está satisfeito, como acontece com as usinas que estão dando certo, funcionando e crescendo?, ressalta o prefeito. Mas enquanto a situação permanece, os trabalhadores da Laginha ainda aguardam para receber até mesmo seus direitos trabalhistas. À espera pela indenização, boa parte deles ainda vive na vila construída pela usina. Em petição de miséria, sobrevivem cada vez mais expostos à criminalidade. ?Num tem mais trabalho para ninguém. Temos que nos virar para não passar fome. Com a usina fechada, muita gente passa fome. Agora só fica na roubalheira. Num tem trabalho, só dá trabalho à polícia?, lamentava Luís José da Silva, 73 anos de idade. Alguns deles, os mais jovens, buscam por novas oportunidades em usinas de outros estados, como é o caso de José Adriano da Silva, que trabalhava na calderaria. Para sobreviver, ele e outros ex-trabalhadores da empresa precisam buscar serviços temporários em usinas de Minas Gerais e São Paulo. ?Trabalhamos como serviços terceirizados em empresas de outras cidades. As coisas pioraram . Muitos pais de família estão desempregados e têm sobrevivido com a ajuda das famílias?, confirma. ?Estamos à espera de solução e sem receber nossos direitos. Usina fechada vira ferro velho. A situação é ainda pior para os trabalhadores mais velhos, que não conseguem se deslocar para outras cidades e com isso permanecem sem trabalho?, reforça Severino Pereira.