Economia
Estudo aponta �ndice de satisfa��o do turista em Alagoas
Alagoas foi presenteada pela natureza com primorosas e inigualáveis obras de arte em cada canto do seu vasto território. Cenários de belezas diversificadas estão distribuídos nos 400 quilômetros de costa de águas doces e salgadas e nas paisagens exóticas do Sertão e Agreste. Apesar de tantos atributos naturais, o Estado ainda não conseguiu desenvolver seu grande potencial turístico, a vocação natural dos que dispõem dessas dádivas. Um estudo pormenorizado sobre o índice de satisfação do turista nacional e internacional, no entanto, pode mudar essa realidade. Ele vai apontar qual o caminho a ser trilhado pelos órgãos públicos, iniciativa privada e população, para transformar o turismo na mais rentável atividade econômica do Estado. O levantamento da indústria turística de Alagoas está em andamento, realizado pelo Centro de Educação Tecnológica de Alagoas (CET) em parceria com o governo do Canadá. Segundo o diretor do CET, Mário César Jucá, profissionais do Niagara College - um instituto público canadense - e do Centro, estão percorrendo hotéis, bares, restaurantes e toda a infra-estrutura voltada ao turismo para diagnosticar problemas e pontencialidades, apontar pontos de estrangulamento e soluções para o desenvolvimento pleno da atividade. Trabalhos nessa linha já foram realizados no Estado, mas em menor dimensão e sem a participação efetiva do turista, personagem capacitado para indicar como transformar Alagoas no roteiro mais visitado do País, a partir das críticas e sugestões feitas por ele próprio. O resultado desse trabalho será apresentado num workshop programado para o mês de junho, em Maceió. Convênio A participação do Niagara College no estudo foi firmada no ano passado, por meio de um convênio para troca de experiência e treinamento com o CET, intermediado pelo Ministério de Educação. O governo Canadense, segundo seu representante, Jos Nolle, um dos diretores do Niagara College, tem fundos próprios para investir no intercâmbio e em projetos para o desenvolvimento turístico em outros países, criando melhorias para o mercado internacional neste setor. O convênio com o CET terá duração de dois anos, com possibilidade de prorrogação. Neste período, estudantes e professores do Centro terão acesso aos modelos de cooperação e educação implantados na região do Niagara, que poderão ser adaptados para a nossa realidade. A indústria de turismo é a mais importante da região do Niagara e Jos Nolle comprova essa verdade, com números. Ele lembra que a adoção de um modelo de cooperação entre operadoras e agências de turismo, rede hoteleira, governo e instituições para o desenvolvimento do setor resultou na diminuição dos índices de desemprego de 17% para menos de 6% na região. Hoje a região do Niagara recebe mais de 20 milhões de visitantes por ano e cada um deles permanece por cinco dias, em média, nos hotéis e pousadas. ?Antes do programa, o visitante ficava apenas por três horas para ver as cataratas do Niagara. Com o estímulo da cooperação na área de turismo, investimentos na infra-estrutura e mudanças na mentalidade das operadoras (que deixaram de competir para trabalhar juntas para o crescimento da atividade), foram criadas opções de divertimento e roteiros que aumentaram a permanência do visitante na região?, explica Jos. O governo canadense continua mantendo investimentos na infra-estrutura e na mudança da mentalidade da população em relação ao setor de turismo. Em Alagoas, Mário César Jucá espera que a parceria entre CET e Niagara College traga bons frutos para a indústria turística. Um dos programas que podem ser copiados no Estado é o de recuperação de jovens adolescentes com oportunidade de trabalho em atividades vinculadas ao turismo, adotado com sucesso no Canadá e em outros países.