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Dependência de alimentos não é um fenômeno novo

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O problema da diversificação da cultura, fomento da produção agrícola familiar, bem como a expansão das áreas são o maior desafio da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura. Tanto que a produção de grãos alagoana deve registrar um pequeno aumento até o próximo ano. A dependência de alimentos oriundos de outros estados não é um fenômeno novo, segundo o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário, Hibernon Cavalcante. Ele lembra que, ao longo de muitas décadas, o investimento na monocultura da cana acabou por não favorecer o desenvolvimento do aumento da produção agrícola familiar. ?Como resultado temos uma baixa produtividade local, o que gera insuficiência no abastecimento?, explicou Hibernon. E os números de que dispõe confirmam essa realidade, que coloca o Estado como dependente de outros fornecedores. Atualmente,apenas 14% do milho consumido em Alagoas é produzido aqui. Os 84% restantes, tanto para consumo humano e animal, vêm de fora. Apenas 24% do feijão é produzido pelos agricultores alagoanos. O mesmo acontece com o arroz, que registra produção local de 13%. Somente a produção de hortaliças folhosas é totalmente feita em Alagoas, mais especificamente na cidade de Arapiraca. Mas todo o restante ? tomate, raízes e a cenoura ? vem de outras regiões. A produção local de proteína animal tem sua força, mas ainda não suficiente para cobrir o consumo interno. Boa parte acaba ficando no entorno das áreas onde são produzidas. Em Alagoas se consome muita carne vinda do Maranhão e do Pará. Há exceções, como os investimentos feitos por grandes redes que trazem carne do Centro Sul, quase sempre de empresas ligadas a JBS, que se tornou conhecida por causa dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

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