Economia
Donos de postos alagoanos culpam política da Petrobras
Diante das críticas ao preço da gasolina em Alagoas ? cujo litro é comercializado por até R$ 4,30 ?, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Alagoas (Sindicombustíveis) encaminhou uma nota a empresários do setor defendendo uma mobilização no sentido de expor à sociedade que o maior responsável pela elevação é a Petrobras. A entidade aponta ainda que todos os proprietários de postos ?são merecedores de respeito? e que, por isso, ?precisam reagir, mostrando o que de fato incide sobre o valor do combustível?. Na nota, o sindicato aponta que, em Alagoas, 47% do valor pago pelo consumidor final no litro da gasolina são frutos de impostos. ?Ainda assim, a população, desinformada, culpa sempre os postos pelo montante pago na hora de abastecer. Nenhum representante da Petrobras ou das outras distribuidoras se manifesta para explicar os aumentos, e o mesmo acontece quanto aos reajustes do etanol. Por outro lado, os representantes da nossa categoria sempre são chamados a dar explicações que deveriam ser dadas pela Petrobras, distribuidoras e usinas?, ressalta a entidade. Os empresários explicam ainda que, diante do presente cenário, as distribuidoras transferem os aumentos aos postos, ?que sempre absorvem a maior parte dos preços e, com isso, minimizam o impacto nas bombas?. Segundo o sindicato, o último balanço da Petrobras mostra um lucro de R$ 266 milhões, ?fruto da política de preços que visa à recuperação econômica da estatal, de modo a assegurar grandes lucros aos seus acionistas, ao invés garantir preços menores para a população?. ?Vale salientar que os balanços apresentados pelas outras grandes distribuidoras mostram também grande lucratividade. O Brasil é o lugar onde as distribuidoras têm o maior lucro por litro em todos os produtos no mundo. Não suportamos mais sermos culpados, xingados, desrespeitados por preços sobre os quais não temos o menor controle. Somos geradores de empregos e renda, e contribuímos muito para toda a sociedade?, acrescentou a nota.