loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

‘Nosso pastor nunca comentou nada com a gente’, diz Ramos

Ouvir
Compartilhar

Após iniciar os trabalhos, a vizinhança e as pessoas que frequentam a região começaram a questionar o que era a fumaça. ?Às vezes, as pessoas veem no Facebook, acham bonito e vêm bater aqui [no alambique] para conhecer?. Sobre ser evangélico e produzir cachaça, José Ramos conta que já foi questionado inúmeras vezes. ?Quem já viu um evangélico fabricando cachaça? Mas, aí, também aparecem os que questionam a profissão do policial que é cristão e tem o porte de arma e, se necessário, vai usar. E o nosso pastor nunca comentou nada com a gente. A cachaça é a nossa sobrevivência, é a fonte de renda que temos. A cana que a gente planta, a gente colhe. É pouca e só dá pra gente fazer cachaça mesmo para agradar o pessoal?, afirmou. Com o engenho parado, em virtude de manutenção, Dê espera reiniciar os trabalhos a partir da próxima terça-feira, 28 de novembro.?Estamos esperando umas peças para começar a fabricar e também estamos correndo atrás da documentação para regularizar, para poder vender em grosso para revendedores, ampliar nosso negócio com tudo legalizado. Ainda é tudo de forma artesanal. Na embalagem, por exemplo, colocamos exclusivo porque o consumidor não vai encontrar em lugar nenhum?, afirmou Ramos Guerra. No mês, a depender do período, a família consegue arrecadar R$ 3 mil e, devido aos constantes pedidos, o prazo de entrega é de três dias. ?Eu acredito, primeiramente em Deus, que tem futuro. Não teria futuro se eu fosse fabricar e consumir. Mas não bebemos, somos evangélicos?, reforçou Ramos Guerra acrescentando que ?está correndo atrás para buscar uma melhora? e que ?muitas pessoas já ofereceram dinheiro pelo alambique, pela receita da cachaça?.

Relacionadas