Economia
Sindaçúcar teme leilão de terminal
O terminal da Transpetro no Porto de Maceió, uma estrutura montada para distribuição de combustíveis e para a exportação do petróleo e etanol produzidos em Alagoas, está prestes a ser privatizado. O leilão está marcado para o próximo dia 7 de dezembro. A informação revelada no dia 21 na Gazeta de Alagoas desencadeou uma rápida reação de produtores de estados do Nordeste. O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o alagoano Maurício Quintella, passou a trabalhar juntamente com o ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, monitorando o processo do leilão. A Transpetro é concessionária da área onde está instalado o Terminal, no Porto de Maceió e, legalmente, tem direito a fazer a operação. Em resposta a consulta feita pelos dois ministros a empresa que pertence à Petrobras explica que pretende terceirizar parte da sua capacidade de estocagem para reduzir a ociosidade das instalações. A ociosidade do terminal de etanol seria de 60%. Por telefone, Maurício Quintella promete continuar acompanhando a operação, porque ela pode trazer repercussões negativas à economia local. O objetivo, num primeiro momento, é suspender ou pelo menos adiar o leilão de privatização do terminal. ?Estamos atuando politicamente, tentando convencer a Transpetro que é necessário realizar um estudo mais aprofundado sobre o impacto que essa medida vai causar na economia regional antes de realizar esse leilão?, aponta o ministro. Quintella revela que a preocupação é com a comercialização do etanol local. ?A privatização em si não seria ruim, se não afetasse as indústrias locais, que são grandes geradoras de mão de obra. Eu conversei com líderes do setor produtivo e eles alegam que se o terminal for utilizado para importação poderá prejudicar as indústrias não só de Alagoas e Pernambuco, mas de todos os outros estados produtores do Nordeste?, aponta.