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13º salário representa 2,5% do PIB de Alagoas

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Com um momento favorável e tantas informações, a Gazeta foi ouvir o economista e professor da Ufal, Cícero Péricles, para que ele analisasse qual o efeito do 13° salário no mercado alagoano. Segundo ele, o salário extra, que inicialmente cai na conta dos trabalhadores assalariados e dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), também segue para os que trabalham na economia informal. E os números impressionam. Conforme Cícero Péricles, em Alagoas, 541 mil trabalhadores com carteira assinada, e os 520 mil beneficiários ? aposentados e pensionistas ?, estão entre os que recebem e gastam. ?O somatório desses pagamentos alcança uma quantia aproximada a R$ 1,3 bilhão de reais. Isso significa 2,5% do PIB de Alagoas, que hoje está em torno de R$ 46 bilhões. A este pagamento se junta o salário regular de dezembro e a parcela mensal da Previdência, que somados representam mais um bilhão e meio. O total desses pagamentos no final do ano representam 16% de toda a renda anual dos trabalhadores. É muito dinheiro?, contou Cícero. Quanto ao perfil da maioria que consome, ele também definiu, em dois segmentos: C e D. O primeiro tem renda que oscila entre dois e até dez salários mínimos (R$ 1.800 e R$ 9 mil). E o segundo, que fica entre um e três salários. Juntos são os maiores beneficiados com a chegada do 13° salário, pois conseguem realizar compras muitas vezes planejadas durante todo o ano. ?Como dependem das variações salariais, esse dinheiro chega numa boa hora e, com ele, se pode realizar alguns sonhos acalentados ao longo do ano, como a compra de um eletroeletrônico, a exemplo de um novo celular ou TV, a reforma na casa, a festa familiar, etc. São para eles que estão dedicadas as promoções e ofertas de final de ano?, acrescentou o professor. Com isso o comércio, com seu setor de varejo e também o de serviços, acaba se beneficiando imensamente nesse período. Afinal, somados, os décimos das empresas, do Estado e do INSS, são quase R$ 2 bi nas mãos de 1 milhão de consumidores. A combinação de fatores, associada a safra da cana, a alta temporada turística e aceleração de obras da construção civil , ajudam a criar uma conjuntura favorável, como analisa Cícero Péricles.

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